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Capoeira é uma luta 100% brasileira


Capoeira é uma luta 100% brasileira



Ao contrário de muitos que não entendem sobre esta arte, a Capoeira Angola e a luta regional baiana (Capoeira Regional) são afro-brasileiras, nasceram nas senzalas do Brasil, com os negros escravos que vinham de vários pontos da África, estes foram os verdadeiros criadores desta arte marcial, em meados de 1800 a 1953.

A capoeira era extremamente proibida. “Hoje posso falar com convicção que Vicente Ferreira de Pastinha (Mestre Pastinha) foi o divulgador da Capoeira Angola e Manoel dos Reis Machado (Mestre Bimba) foi o criador da Capoeira Regional, além de capoeiristas foram também desbravadores, para que a capoeira torna-se um esporte reconhecido mundialmente, mas como todo mundo sabe não se vive apenas dando aula de capoeira no Brasil. Se você quiser sobreviver de capoeira tem de viajar para o exterior onde a capoeira é a luta mais procurada em academias”, afirma Mestre Tatu.

É difícil falar sobre estas datas de capoeira, pois muitos documentos e manuscritos pelos mestres antigos foram perdidos. “Nós, os mestres de hoje, temos a obrigação de ensinar e divulgar aos alunos a verdadeira história da capoeira que veio com os negros da África e foi praticada em terras brasileiras, camufladas com instrumentos musicais como pandeiro, atabaque, reco-reco, agogôs e berimbaus e palmas. Ao som destes instrumentos disfarçados de dança, hoje se torna uma das lutas mais completas do mundo”, destaca Tatu.

Segundo o Mestre Tatu, a Associação de Capoeira Anjos Guerreiros tem hoje no local de treinos, um verdadeiro Centro Educacional de Capoeira, onde alunos saem formados e graduados na arte da capoeira, tanto na teoria, quanto na prática. “Vivemos num país onde a desigualdade social é horrível, educação muito escassa, mas o maior motivo são a falta de recursos passadas aos municípios pequenos, eu digo isso porque nós capoeiristas poderíamos fazer muito mais pelas cidades em que vivemos e divulgar muito mais a capoeira até fora do Brasil, mas não temos recursos para isso”, diz.

O Mestre falou ainda sobre o apoio que recebe no município. “Em Poloni, cidade onde resido e faço meu trabalho, prefeito, fundo social e vereadores fazem o possível para que esse esporte viva e crie frutos e não fique apenas na memória daqueles que foram praticantes ou viram uma roda de capoeira, costumo dizer a meus alunos, antes a polícia procuravam os capoeiras para prender, hoje a polícia para, nos assiste e aplaude. Axé a todos”, finaliza Tatu.


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